Convivendo com o Diabetes

A mudança no estilo de vida é fundamental para conviver com o diabetes e ter qualidade de vida. É preciso combater o sedentarismo e a obesidade, e isso vale para crianças, adolescentes, adultos e idosos.

 

Alimentação Saudável

Todas as pessoas, tendo ou não diabetes, devem ter uma alimentação saudável, regulando a quantidade de doces e gordura ingeridos, por exemplo. Isso ajuda a manter o peso saudável. E sempre é bom lembrar: se você está acima do peso considerado ideal para o seu perfil, emagrecer vai ajudar muito no controle da doença. E, mesmo que você não chegue ao peso ideal, uma perda de 10 a 15% já representa uma vida muito mais saudável.

Para quem tem diabetes, uma ferramenta muito importante é a contagem de carboidratos. Você pode anotar os valores ou colocar também em aplicativos para o celular. Como a alimentação será reflexo da quantidade de exercícios realizada, o diabetes nada mais é do que uma oportunidade para rever os hábitos – seus e de sua família.

 

Rotulagem

Compreender as informações que estão no rótulo pode ajudar nas escolhas alimentares e, assim, a manter uma alimentação mais adequada.

 

VALOR ENERGÉTICO: É a energia produzida pelo nosso corpo proveniente dos carboidratos, proteínas e gorduras totais, Na rotulagem nutricional o valor energético é expresso em forma de quilocalorias (kcal) e quilojoules (kJ). Prefira alimentos com ↓ valor calórico. Mas de 400kcal/100g é bastante elevado.

CARBOIDRATOS: São os nutrientes cuja principal função é fornecer a energia para as células do corpo. São encontrados em maior quantidade em massas, arroz, açúcar, mel, pães, farinhas, tubérculos (batata, mandioca, inhame, etc.) e doces em geral. Alimentos ricos em carboidrato com mais de 6g/100g de fibras e proteína, são boa escolha.

 

 

 

PROTEÍNAS: São nutrientes necessários para construção e manutenção dos nossos órgãos, tecidos e células. Encontramos nas carnes, ovos, leite e derivados, e nas leguminosas (feijão, soja e ervilha).

GORDURAS TOTAIS: São nutrientes que também fornecem energia para o corpo e ajudam na absorção das vitaminas A, D, E e K. As gorduras totais referem-se à soma de todos os tipos de gorduras encontradas em um alimento, tanto de origem animal quanto de origem vegetal. Procure alimentos com menos de 10g de gordura por 100g.

GORDURAS SATURADAS: Tipo de gordura presente em alimentos de origem animal. O consumo excessivo desse tipo de gordura pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, por isso o consumo deve ser moderado. São exemplos: carnes, toucinho, pele de frango, queijos, leite integral, manteiga e requeijão. Prefira alimentos com pouca ou nenhuma gordura saturada.

GORDURA TRANS: Encontrada em grande quantidade em alimentos que utilizam gordura vegetal hidrogenada em suas preparações. O consumo desse tipo de gordura deve ser muito reduzido, considerando que o nosso corpo não precisa desse tipo de gordura, além de aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Não se deve consumir mais de 2 gramas/dia.

FIBRAS ALIMENTARES: Está presente em diversos tipo de alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, feijões e alimentos integrais. A ingestão de fibras auxilia no funcionamento do intestino. Consumo de 30 gramas/dia.

SÓDIO: Está presente no sal de cozinha e em alimentos industrializados (embutidos, enlatados, salgadinhos, molhos prontos). Devem ser consumidos com moderação, pois em excesso podem causar o aumento da pressão arterial. Máximo de 480mg/porção ou 2000mg/dia.

 

Diferenças entre diet e light

A primeira ideia que se tem é que uma pessoa com diabetes deve consumir apenas produtos dietéticos. Porém, nem todos os alimentos diet apresentam diminuição significativa na quantidade de calorias. O chocolate diet, por exemplo, apresenta teor calórico próximo do chocolate normal. Ele é isento de açúcar, mas tem maior adição de gordura, não é indicado para quem precisa reduzir o peso. Além disso, os produtos dietéticos sem adição de açúcar podem conter outras formas de carboidratos que também interferem na glicemia, como frutose, lactose, amido ou maltodextrina. É importante ficar de olho nos rótulos.

Já o produto light é para quem busca uma alimentação mais saudável. Esse tipo de produto apresenta redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias quando comparado ao produto convencional. A redução de calorias pode vir da diminuição no teor de qualquer nutriente (carboidrato, gordura, proteína), mas não quer dizer que seja sem açúcar.

 

A importância das atividades físicas

Exercícios físicos regulares ajudam a baixar as taxas de glicemia. Quando você gasta energia, o organismo usa o açúcar do sangue em velocidade maior.

O monitoramento do nível de glicose no sangue é importante também na prática de esportes, que deve ser feita sob orientação da equipe multidisciplinar. Se você não estiver se exercitando e for começar, consulte um médico antes. Caminhadas e percursos de bicicleta podem ser ótimas opções. Troque a escada rolante e o elevador pela escada comum. Pare o carro mais longe e ande alguns quarteirões. Meia hora de atividade moderada, três vezes por semana, já é uma boa meta.

 

Referência:

http://www.diabetes.org.br (acessado em 07/04/2017)

 

PNDT-003-03/2017